Devocional #006 – Plantando e colhendo

O texto de hoje dá continuidade ao pensamento do último devocional.

Provérbios 1.17-19

Assim como é inútil estender a rede se as aves o observam, também esses homens não percebem que fazem tocaia contra a própria vida; armam emboscadas contra eles mesmos! Tal é o caminho de todos os gananciosos; quem assim procede se destrói.

NVI

Vemos que os que praticam o mal criam “emboscadas” (NVI) para eles mesmos. Sabemos que a justiça de Deus é perfeita e que nenhum mal ficará impune. Quão melhor poderia ser a nossa sociedade se todos tivessem o conhecimento disso?

Algo importante a ressaltar é o que encontramos no livro de Eclesiastes: o que acontece com o justo também acontece com o ímpio (Ec 9.2b). Porém, ao final do livro, podemos compreender melhor a afirmação de Salomão. Existe uma eternidade, quando Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, seja bom, seja mau (Ec 12.14). Nós não temos condições de ver a plena justiça de Deus aqui na terra. A consequência de todo mal praticado é, principalmente, eterna. Não só isso, mas cada um será recompensado de acordo com as suas obras.

Se Jesus Cristo não tivesse morrido em nosso lugar, teríamos que arcar com a plena consequência da nossa iniquidade: a condenação eterna. No entanto, por meio de sua encarnação, sacrifício e ressurreição, temos o perdão de nossos pecados e paz com Deus. Mas o perdão de Deus não nos isenta das consequências terrenas do pecado. Imagine que, por exemplo, alguém cometeu um assassinato antes de conhecer a Cristo. Embora tenha o perdão de Deus, ele deve ser julgado de acordo com a lei e cumprir a pena devida.

Não somos salvos por nossas obras, mas isso não significa que elas não tenham consequências. Todo pecado traz consequências — mesmo se estivermos em Cristo (Cl 3.25). E todo bem que fizermos será recompensado, se permanecermos fiéis (Gl 6.9).

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