Devocional #20 – Honrando ao Senhor em tudo

Provérbios 3.9-10

Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda;
e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.

NVI

O texto de hoje nos lembra de um assunto um tanto polêmico nos nossos dias: o dízimo. Existem diversos cristãos que defendem a continuidade dos dízimos no Novo Testamento enquanto outros discordam. E é fato que quando se envolvem as nossas finanças existe um receio que dificulta a discussão. Queremos ter a certeza de não estar desperdiçando nosso dinheiro ou distribuindo-o de forma inadequada.

No entanto, um erro que podemos evitar é o de pensar que honrar a Deus com os nossos recursos se limita a dízimos e ofertas. Devemos honrar o Senhor com todos os nossos bens, como trata a passagem de Provérbios. Tudo o que recebemos vem dele e, por isso, devemos colocar tudo debaixo da sua vontade e direção. Devemos glorificar a Deus com tudo o que pagamos, com os nossos investimentos, com as nossas reservas, com tudo.

Além disso, vale ressaltar que essa honra não envolve quantidade. Devemos honrar a Deus no pouco ou no muito — sem distinção. É claro que, naturalmente falando, uma maior quantidade de dinheiro investida no lugar certo promoverá um maior impacto positivo. Mas, quando se trata de honrar a Deus, o pouco pode ser mais louvável que o muito (cf. Mc 12.44).

Por outro lado, não será um problema ter muito dinheiro se soubermos administrá-lo bem, glorificando a Deus e não deixando que o nosso coração se incline à cobiça. E podemos encontrar nas Escrituras a sabedoria divina para lidar com essas questões.

Voltando à passagem, quando lemos sobre “primícias”, é difícil não relacionar à questão do dízimo. Trata-se de ofertar à obra de Deus antes de tudo o mais. Ainda que não vejamos a obrigatoriedade dos 10%, esse aspecto é totalmente aplicável, pois estamos priorizando aquilo que realmente é importante. Pessoalmente, não creio nessa obrigatoriedade. Contudo, vejo o dízimo como um excelente princípio oferecido pelo registro Bíblico, e gosto de usá-lo como referência.

Vemos, então, que a consequência de honrar ao Senhor com todos os “bens” (NVI) e com as “primícias” (NVI) é a prosperidade, ou seja, a bênção do Senhor sobre os nossos recursos. Ainda que alguns possam ofertar simplesmente pensando no seu benefício, a multiplicação vem naturalmente aos que honram ao Senhor, e não precisamos negar isso. Fica evidente, também, que aquele que oferta com interesses egoístas não honra a Deus somente pelo ato de ofertar, uma vez que não está adorando ao Deus vivo, mas sim a si mesmo.

Que Deus seja glorificado com tudo o que vem às nossas mãos!

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